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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Partido Comunista - Vanguarda da Classe Operária (Stálin)


O Partido Comunista – Vanguarda da Classe Operária

Por Josef Stálin

 

O Partido tem que ser, antes de tudo, o destacamento de vanguarda da classe operária. O Partido tem que incorporar em suas fileiras a todos os melhores elementos da classe operária, assimilar sua experiência, seu espírito revolucionário, sua abnegação sem limites pela causa do proletariado. Mas para ser um verdadeiro destacamento de vanguarda, o Partido tem que estar aparelhado com uma teoria revolucionária, com o conhecimento das leis do movimento, com o conhecimento das leis da revolução. Sem isto, não terá forças bastantes para dirigir a luta do proletariado, para conduzi-lo atrás de si. O Partido não pode ser o verdadeiro Partido se se limita a registrar o que vive e o que pensa a massa da classe operária, se marcha a reboque do movimento espontâneo desta, se não sabe vencer a inércia e a indiferença política do movimento espontâneo, se não é capaz de elevar-se acima dos interesses momentâneos do proletariado, se não sabe elevar as massas ao nível dos interesses de classe do proletariado. O Partido tem que marchar à frente da classe operária, tem que ver mais longe que a classe operária, tem que conduzir atrás de si o proletariado e não marchar a reboque da espontaneidade. Os partidos da Segunda Internacional, que pregam o "seguidismo", são os portadores da política burguesa, que condena o proletariado ao papel de um instrumento posto em mãos da burguesia. Só um Partido que se coloque no ponto de vista de destacamento de vanguarda da classe operária e seja capaz de elevar-se até o nível dos interesses de classe do proletariado, só um Partido assim é capaz de afastar a classe operária do caminho do "tradeunionismo" e fazer dela uma força política independente. O Partido é o dirigente político da classe operária.

 

Falei mais acima das dificuldades da luta da classe operária, da complexidade das condições da luta, da estratégia e da tática, das reservas e das manobras, da ofensiva e da retirada. Estas condições são tão complexas, se não mais, quanto as condições da guerra. Quem pode se orientar nestas condições, quem pode dar uma orientação acertada às massas de milhões de proletários? Nenhum exército em guerra pode prescindir de um Estado Maior perito, se não quiser se ver condenado à derrota. Acaso não é claro que tão pouco o proletariado, e com maior razão, pode prescindir deste Estado maior, se não quiser ficar a mercê de seus inimigos jurados? Mas, qual é seu Estado Maior? Não pode ser outro senão o Partido revolucionário do proletariado. Sem um Partido revolucionário, a classe operária é como um exército sem Estado Maior. O Partido é o Estado Maior de combate do proletariado.

 

Mas, o Partido não pode ser apenas um destacamento de vanguarda, tem que ser, ao mesmo tempo, um destacamento da classe, uma parte da classe, intimamente ligada a esta com todas as raízes na sua existência. A diferença entre o destacamento de vanguarda e o resto da massa da classe operária, entre os membros do Partido e os sem partido, não pode desaparecer enquanto não desaparecerem as classes, enquanto o proletariado vir suas fileiras serem engrossadas com elementos procedentes de outras classes, enquanto a classe operária em seu conjunto não tiver a possibilidade de elevar-se até o nível do destacamento de vanguarda. Mas o Partido deixaria de ser tal partido se esta diferença se convertesse em uma ruptura, se se encerrasse em si mesmo e se afastasse das massas sem partido. O Partido não pode dirigir a classe se não está ligado às massas sem partido, se não existem laços de união entre o Partido e as massas sem partido, se estas massas não aceitam sua direção, se o Partido não goza de crédito moral e político entre as massas. Há algum tempo ingressaram em nosso Partido duzentos mil novos filiados operários. O que há de notável aqui é o fato de que estes operários, não só vieram por eles mesmos ao Partido, mas que foram mandados a ele por todo o resto da massa sem partido, que tomou parte ativa na admissão dos novos membros e sem cuja aprovação estes não teriam sido admitidos. Este fato demonstra que as grandes massas de operários sem partido vêem em nosso Partido o seu Partido, o Partido mais próximo e mais querido, em cujo engrandecimento e fortalecimento se acham profundamente interessados e a cuja direção confiam de bom grado a sua sorte. Desnecessário demonstrar que sem esses fios imperceptíveis que unem nosso Partido com as massas sem partido, o Partido não poderia converter-se na força decisiva de sua classe. O Partido é uma parte inseparável da classe operária.

 

"Nós — diz Lenin — somos partido de classe e por isso quase toda a classe (e em tempo de guerra, em épocas de guerra civil, a classe em sua totalidade) tem que atuar sob a direção de nosso Partido, deve ter com o nosso Partido o contacto mais estreito possível; mas seria manilovismo[1] e "seguidismo" acreditar que quase toda ou toda a classe pode estar algum dia, sob o capitalismo, em condições de elevar-se ao grau de consciência e de atividade de seu destacamento de vanguarda, de seu Partido socialista. Nenhum socialista em juízo perfeito jamais pôs em dúvida que, sob o capitalismo, nem mesmo a organização sindical (mais primitiva e mais acessível ao grau de consciência das camadas menos desenvolvidas) está em condições de abranger toda ou quase toda a classe operária. Esquecer a diferença que existe entre o destacamento de vanguarda e toda a massa que marcha atrás dele, esquecer o dever constante que tem o destacamento de vanguarda de elevar camadas cada vez mais amplas a seu próprio nível avançado, não significa outra coisa senão enganar-se a si próprio, fechar os olhos à imensidade de nossas tarefas e amesquinhá-las". (Lenin, "Um Passo Adiante, Dois Passos Atrás").

 



[1] "Manilovismo": placidez, inatividade, imaginação ociosa. De Manilov, um dos personagens da novela de Gogol, "Almas Mortas"


Fonte - Arquivo Marxista na Internet

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Discurso Pronunciado na Qualidade de Presidente do Conselho de Comissários do Povo da URSS e Presidente do Comitê de Defesa Nacional


Discurso Pronunciado na Qualidade de Presidente do Conselho de Comissários do Povo da URSS e Presidente do Comitê de Defesa Nacional

Por Josef Stálin

Discurso pronunciado em 3 de julho de 1941

 

Camaradas! Cidadãos! Irmãos e irmãs! Homens de nosso Exército e de nossa Marinha!

 

Dirijo-me a todos vós, amigos!

 

O pérfido ataque levado a efeito contra nossa Pátria pela Alemanha de Hitler, ainda continua. Apesar da heróica resistência do Exército Vermelho, e não obstante as melhores unidades aéreas do inimigo e as suas melhores divisões haverem sido aniquiladas, encontrando o seu túmulo no campo de batalha, o inimigo continua avançando e remetendo novas forças para a frente. Assim é que essas tropas já conseguiram ocupar a Lituânia, uma parte considerável da Letônia, a parte ocidental da Bielorússia e uma parte da Ucrânia ocidental. A aviação fascista estendeu o raio de operação de seus aviões e bombardeou Murmansk, Orsha, Mogilev, Smolensk, Kiev, Odessa, Sebastopol. Um grave perigo ameaça nosso país.

 

Como pôde acontecer que nosso glorioso Exército Vermelho tenha abandonado, entregando-as aos exércitos fascistas, varias de nossas cidades e distritos? Será realmente certo que as tropas fascistas alemães são invencíveis, conforme é proclamado pelos vaidosos propagandistas do nazismo? Claro que não! A história demonstra que não há exércitos invencíveis, nem os houve jamais. O exército de Napoleão era considerado invencível, mas foi sucessivamente derrotado pelos exércitos russo, inglês e alemão. O exército alemão do Kaiser Guilherme II, também era considerado invencível na época da primeira guerra imperialista, mas foi vencido varias vezes pelas forças russas e anglo-francesas, sendo finalmente aniquilado por estas últimas. O mesmo se pode dizer do atual exército germano-fascista de Hitler. Este exército não encontrou ainda uma resistência séria no continente europeu; somente em nosso território começa a encontrar essa resistência. E, em consequência da mesma, as melhores divisões do exército nazista foram derrotadas por nosso Exército Vermelho, o que significa que poderá e será aniquilado, como o foram os exércitos de Napoleão e de Guilherme II.

 

No que se refere à parte de nosso território que, apesar de tudo, foi invadido pelas tropas fascistas alemãs, isso é devido, principalmente, ao fato de que a guerra da Alemanha fascista contra a URSS iniciou-se em condições favoráveis às forças alemãs e desfavoráveis às forças soviéticas. A verdade é que essas tropas alemãs estavam já inteiramente mobilizadas. As 170 divisões nazistas lançadas contra a URSS e que transpuseram as fronteiras soviéticas estavam já completamente prontas, esperando somente o sinal para entrar em ação, enquanto que as tropas soviéticas tiveram ainda que ser mobilizadas e dirigir-se para as fronteiras.

 

É de grande importância, a esse respeito, o fato de que a Alemanha fascista violou repentina e perfidamente o pacto de não-agressão concluído em 1939 com a URSS, sem ter levado em conta as suas consequências, uma vez que seria considerada como país agressor pelo mundo inteiro. É natural que nosso país, amante da paz, não desejava tomar a iniciativa de romper o pacto; não podia recorrer à perfídia. Mas poder-se-ia perguntar: como pôde o governo soviético concluir um pacto de não-agressão com demônios traidores tais como Hitler e Ribbentrop? Não teria sido um erro do governo soviético? É evidente que não foi. Os pactos de não-agressão, são pactos de paz entre os Estados. Tal foi o pacto que a Alemanha nos propôs em 1939. Poderia o governo soviético repelir tal proposta? Creio que nenhum Estado amante da paz poderia deixar de aceitar um tratado de paz com um Estado vizinho, mesmo quando à frente deste último se encontrassem monstros e canibais como Hitler e Ribbentrop. Mas, como era natural, isso apenas podia ser feito sob uma condição indispensável: esse tratado de paz não devia atentar nem direta, nem indiretamente, contra a integridade territorial, a independência e a honra do Estado amante da paz. Como todos o sabem, o pacto entre a Alemanha e a URSS era um pacto precisamente nessas condições. Que foi que ganhamos com a conclusão desse pacto de não-agressão com a Alemanha? Asseguramos a paz em nosso país durante um ano e meio; e tivemos a oportunidade de preparar nossas tropas para fazer frente à Alemanha fascista, caso a mesma se atrevesse a atacar nosso país, apesar do pacto. Este foi, pois, uma vantagem para nós e uma desvantagem para a Alemanha. E que perdeu a Alemanha fascista, praticando a suprema felonia de romper o pacto e atacando a URSS? É certo que ganhou algumas posições vantajosas para suas tropas, por um curto período, mas perdeu no terreno político, desmascarando-se aos olhos do mundo como um agressor despudorado. Não pode haver dúvida nenhuma de que essa vantagem militar de curta duração constitui, para a Alemanha, apenas um episódio, enquanto é um fator duradouro sobre cuja base terão apoio os êxitos militares decisivos do Exército Vermelho, na sua luta contra a Alemanha fascista.

 

Eis aí porque todo o nosso valente Exército Vermelho, toda a nossa valente Marinha, todas as nossas águias do ar, todos os povos de nosso país, todos os melhores homens e mulheres da Europa, América e Ásia e, finalmente, os melhores homens e mulheres da Alemanha, condenam as pérfidas ações dos fascistas alemães e simpatizam com o governo soviético, achando que nossa causa é justa, que o inimigo será derrotado, que nós devemos vencer.

 

Ao iniciar-se esta guerra, que nos foi imposta, nosso país entrou em luta de vida ou de morte com seu mais feroz e pérfido inimigo: o fascismo alemão. Nossas tropas estão lutando heroicamente contra um inimigo armado até os dentes com tanques e aviões. O Exército Vermelho, vencendo inúmeras dificuldades, disputa abnegadamente cada polegada de solo soviético. As forças principais do Exército Vermelho entraram em ação providas de milhares de tanques e aviões. Nossos soldados estão demonstrando um valor inaudito. Nossa resistência ao inimigo está crescendo em força e poderio.

 

Todo o povo soviético se levanta, ombro a ombro, com o Exército Vermelho, em defesa de nossa terra natal. Que nos falta para afastar o perigo que ameaça nosso país e que medidas devemos tomar para aniquilar o inimigo? Antes de tudo, é necessário que o povo soviético compreenda toda a gravidade desse perigo e abandone toda a complacência, toda a despreocupação, todos esses estados espirituais da época da construção pacífica e que eram naturais antes da guerra, mas que são funestos hoje, quando a guerra tudo transformou fundamentalmente. O inimigo é cruel e implacável. Propõe-se apoderar-se de nossas terras, regadas com o nosso suor, deseja apoderar-se de nosso trigo, de nosso petróleo, de todo o fruto de nosso trabalho. Tenciona restaurar o poder dos grandes latifúndios, restaurar o tzarismo, destruir a cultura nacional e a existência dos Estados nacionais dos russos, ucranianos, bielorrussos, lituanos, letões, estonianos, tártaros, uzbekos, moldavios, georgianos, armênios e outros povos da União Soviética, para germanizá-los e convertê-los em escravos dos príncipes e barões alemães. É, portanto, uma questão de vida e de morte para o Estado soviético e para os povos da URSS, a questão de saber se poderão ser livres ou deverão ser escravizados.

 

O povo soviético deve compreender tudo isso e abandonar toda a despreocupação; deve mobilizar-se e reorganizar todo o seu trabalho, colocando-se em pé de guerra, não dando quartel ao inimigo. Alem disso, não deve haver lugar em nossas fileiras para os queixosos e cobardes, para os semeadores de pânico e desertores; nosso povo não deve temer a luta, tomando parte ativa em nossa guerra patriótica contra os opressores fascistas. O grande Lenine, que fundou nosso Estado, costumava dizer que a virtude principal de nosso povo deve ser a sua coragem, o seu valor, a sua audácia na luta. Essa esplêndida virtude bolchevista deve converter-se na virtude de milhões e milhões de combatentes do Exército e da Marinha Vermelhos, de todos os povos da União Soviética.

 

Todo o nosso trabalho deve ser rapidamente reorganizado em pé de guerra, tudo ficando subordinado aos interesses da frente de batalha e à tarefa de conseguir o aniquilamento do inimigo.

 

Os povos da União Soviética estão vendo agora que não se atenuou a fúria selvagem do fascismo alemão e seu ódio a nosso país, que assegurou a todos os trabalhadores a liberdade, o trabalho e a prosperidade. Os povos da União Soviética devem erguer-se contra o inimigo, na defesa de sua terra e de seus direitos. O Exército Vermelho, a Marinha Vermelha e todos os cidadãos da União Soviética devem defender, até a última gota de seu sangue, cada polegada do solo soviético, devem lutar até o limite de suas energias por nossas cidades e aldeias; devem desenvolver sua iniciativa e inteligência, que são qualidades características do nosso povo. Devemos organizar, por toda a parte, a ajuda ao Exército Vermelho; intensificar os esforços para engrossar suas fileiras e assegurar o seu reabastecimento em tudo quanto lhe seja necessário; organizar o transporte rápido de tropas, víveres e munições, bem como dar a mais ampla ajuda aos feridos.

 

Devemos reforçar a retaguarda do Exército Vermelho, subordinando todo nosso trabalho a esse objetivo; todas as nossas fábricas devem ser postas em funcionamento com grande intensidade para produzir mais fuzis, metralhadoras, canhões, cartuchos, obuses, aviões; devemos organizar a proteção das fábricas, centrais elétricas, comunicações telegráficas e telefônicas, assegurando uma eficaz proteção aérea a todas as localidades. Devemos desencadear uma luta implacável contra todos os desorganizadores da retaguarda: desertores, semeadores de pânico, difundidores de notícias falsas; aniquilar os espiões, sabotadores, pára-quedistas inimigos, prestando uma rápida ajuda, para tudo isso, a nossos batalhões de caça.

 

Devemos ter presente que o inimigo é pérfido, sem escrúpulos e experimentado em matéria de mistificação e difusão de boatos. Devemos ter presente tudo isso, não nos deixando arrastar pela provocação. Devemos levar aos tribunais militares, imediatamente, sem contemplações pessoais, a todos aqueles que, pelo seu espírito cobarde e desmoralizador, criarem obstáculos às tarefas da defesa. Em caso de retirada das unidades do exército, todo o material ferroviário deve ser transportado, não se deixando uma só locomotiva, um só vagão, um único grão de trigo, nem um litro de combustível.

 

Os colcosianos devem conduzir todo o seu gado e entregar os cereais aos organismos do Estado para que sejam transportados à retaguarda. Todos os bens de valor, incluindo os metais não ferrosos, cereais e petróleo, que não possam ser transportados, devem ser destruídos. É necessário organizar, nas regiões ocupadas pelo inimigo, destacamentos de guerrilheiros, a pé e a cavalo; criar grupos de sabotagem, encarregados de lutar contra as tropas inimigas, desencadear a luta de guerrilhas por toda a parte, fazendo saltar as pontes, obstruindo as estradas, destruindo as linhas de telégrafo e telefone, incendiando os bosques, os depósitos e os transportes.

 

É necessário criar, nas zonas ocupadas, condições insuportáveis para o inimigo e todos os seus cúmplices. Estes devem ser perseguidos e aniquilados, fazendo-se fracassar todas às suas medidas. Esta guerra contra a Alemanha fascista não pode ser considerada como uma guerra ordinária. Porque não é apenas uma guerra entre dois exércitos. É a grande guerra de todo o povo soviético contra as forças fascistas alemães. O objetivo desta guerra do povo em defesa de nosso país contra os opressores fascistas, não visa apenas a eliminação do perigo que ameaça nosso país, mas tem por fim também ajudar todos os povos da Europa que gemem sob o jugo do fascismo alemão.

 

Nesta guerra de libertação, não estaremos sós. Nesta grande guerra, teremos como aliados leais, todos os povos da Europa e da América, inclusive o povo escravizado pelo despotismo hitlerista. Nossa guerra pela liberdade de nosso país se fundirá, com as lutas dos povos da Europa e da América pelas suas liberdades democráticas e pela sua independência. Esta será a frente unida dos povos partidários da liberdade contra a escravidão e a ameaça de serem escravizados pelos exércitos fascistas de Hitler.

 

Sob esse aspecto, o discurso histórico do primeiro-ministro britânico, Churchill, em que hipoteca o seu apoio à União Soviética e a declaração do governo dos Estados Unidos, em que este se mostra disposto a conceder ajuda a nosso país, não podem deixar de suscitar sentimentos de gratidão no coração dos povos da União Soviética e são perfeitamente compreensíveis e sintomáticos.

 

Camaradas!

 

Nossas forças são incalculáveis. O presunçoso inimigo dentro em breve se convencerá dessa verdade. Ombro a ombro com o Exército Vermelho, milhares de trabalhadores, colcosianos e intelectuais, levantar-se-ão para lutar contra o inimigo agressor.

 

A massa de nosso povo se levanta aos milhões. Os trabalhadores de Moscou e de Leningrado começaram já a organizar vastas milícias populares para ajudar ao Exército Vermelho. Tais milícias populares devem ser constituídas em cada cidade onde haja o perigo de invasão; todo o povo trabalhador deve erguer-se em defesa de nossa liberdade, de nossa honra, de nosso país, em nossa guerra patriótica contra o fascismo alemão.

 

Afim de assegurar a rápida mobilização de todas as forças dos povos da URSS e para repelir o inimigo que, traiçoeiramente, atacou nosso país, foi constituído o Comitê de Defesa do Estado, que concentra em suas mãos todos os poderes estaduais. Esse Comitê já entrou em função, e conclama todo o nosso povo a agrupar-se em torno do Partido de Lenine e em torno do governo soviético, afim de apoiar com abnegação o Exército e a Marinha Vermelhos, esmagar o inimigo e conquistar a Vitória.

 

Todas as nossas forças em apoio do Exército Vermelho e de nossa gloriosa Marinha Vermelha!

 

Todas as forças do povo para esmagar o inimigo!

 

Avante, para a nossa Vitória!

Fonte - Arquivo Marxista na Internet